Imagem sobre o quebramento de hastes de soja

Quebramento de Hastes em Soja: Causas, Perdas e Estratégias de Manejo

Imagem sobre o quebramento de hastes de soja

Você já chegou à lavoura próximo à colheita e encontrou plantas tombadas ou com a haste quebrada rente ao solo? Esse quadro é uma das causas mais relevantes de perda na sojicultura brasileira.

O quebramento de hastes em soja resulta da interação entre fatores genéticos, nutricionais, fitopatológicos e ambientais. Entender essa combinação é o primeiro passo para proteger a lavoura antes que o dano aconteça.

Nas safras 2020/2021 e 2021/2022, o Mato Grosso registrou quebramento generalizado de hastes em áreas experimentais e comerciais. Segundo Versari (2025), perdas de até 30% na produtividade foram associadas à atuação de espécies do gênero Diaporthe nessa região.

Neste artigo, vamos apresentar as principais causas do quebramento de hastes em soja, as perdas geradas e as estratégias de manejo com base em pesquisas brasileiras e internacionais recentes.

O que é o quebramento de hastes em soja e por que ele ocorre

O colmo da soja (Glycine max L. Merrill) é formado por tecidos de sustentação: esclerênquima e colênquima. A resistência mecânica desse tecido depende diretamente do teor de lignina na parede celular.

Quando esse tecido perde integridade por deficiência nutricional, ataque de patógenos ou estiolamento excessivo, a haste não suporta o peso das vagens e a carga do vento. O resultado é o tombamento ou o quebramento abrupto.

O quebramento de hastes em soja se distingue do acamamento clássico pela ruptura abrupta do colmo em um ponto específico. Esse ponto quase sempre coincide com lesões fúngicas ou com internódios alongados por excesso de sombreamento.

Zhang et al. (2026) identificaram que a síntese dos monolignóis sinapil e coniferil álcool controla diretamente a espessura da parede celular secundária dos feixes vasculares. Essa síntese depende tanto de fatores genéticos quanto da disponibilidade de precursores nutricionais, especialmente boro e potássio.

Principais fatores de risco para o quebramento de hastes em soja

Doenças fúngicas da haste: Diaporthe e Sclerotinia

O cancro da haste, causado por Diaporthe phaseolorum var. meridionalis, é a doença mais associada ao quebramento de hastes em soja no Brasil. O patógeno coloniza o tecido cortical e a medula do colmo, destruindo as células de sustentação e provocando escurecimento interno da haste.

Plantas com cancro quebram facilmente ao vento entre R5 e R7, quando a carga de vagens está no pico. Versari (2025) confirmou o isolamento de múltiplas espécies de Diaporthe em amostras de plantas sintomáticas no médio-norte do Mato Grosso, indicando diversidade do gênero maior do que registros anteriores.

A podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum) também provoca quebramento de hastes em lavouras densas com alta umidade no dossel. O fungo decompõe o tecido vascular, tornando a haste oca e incapaz de suportar carga mecânica. Áreas com baixa temperatura e alta precipitação entre R1 e R4 concentram maior incidência (Roth et al., 2020).

A podridão da haste por Fusarium oxysporum, documentada por Silveira (2025), coloniza o sistema vascular e compromete o transporte de água e nutrientes. A haste perde progressivamente a rigidez até o ponto de ruptura.

Densidade de semeadura acima do recomendado

Populações acima do recomendado para a cultivar induzem competição por luz. Isso provoca estiolamento: internódios mais longos, menor diâmetro de colmo e menos lignina depositada na parede celular.

Yan et al. (2024) demonstraram que em densidades acima de 400.000 plantas/ha, cultivares suscetíveis apresentaram redução de 22% no diâmetro do colmo e aumento de 35% na altura de inserção do primeiro internódio, elevando a força aplicada sobre a base da haste durante ventos.

Hwang e Lee (2019) modelaram que cada milímetro adicional no diâmetro da haste reduz em 12% a probabilidade de quebramento sob vento equivalente a 60 km/h. O diâmetro do colmo é, portanto, uma variável diretamente mensurável e controlável pelo manejo.

Deficiências nutricionais de potássio e boro

O potássio regula o turgor celular e a síntese de parede celular. Sua deficiência reduz a espessura e a rigidez do tecido de sustentação da haste.

Gu et al. (2025) demonstraram que a adubação potássica otimizada aumentou o índice de resistência ao acamamento em 18,4%, com incremento mensurável na atividade da PAL (fenilalanina amônia-liase) e da peroxidase, enzimas-chave da síntese de lignina.

O boro atua como cofator na síntese de pectinas e na polimerização de monolignóis na parede celular secundária. Sua falta reduz a coesão entre células do esclerênquima. Em solos do Cerrado com pH ácido e textura argilosa, a disponibilidade de boro é naturalmente baixa e frequentemente não corrigida.

Segatelli et al. (2015) registraram 40% menos acamamento em plantas com adubação de macronutrientes adequada na base, independentemente da cultivar, em comparação a lavouras com adubação deficiente.

Fatores climáticos: vento, chuva e seca

Ventos fortes entre R5 e R7 concentram a maioria dos eventos de quebramento em lavouras com fatores de risco já acumulados. Nesse estádio, a planta carrega a máxima carga de vagens enquanto o tecido da haste pode estar enfraquecido por doenças ou deficiências que se desenvolveram ao longo do ciclo.

Excesso de chuvas durante o enchimento de grãos favorece a infecção por Sclerotinia e Diaporthe. Períodos de seca seguidos de chuvas intensas também fragilizam o colmo: o tecido desidratado perde elasticidade e fica mais suscetível à ruptura mecânica.

Perdas causadas pelo quebramento de hastes em soja

As perdas se manifestam em três frentes. A primeira é a perda direta de vagens: plantas quebradas antes da maturação plena podem perder entre 15% e 40% das vagens que ainda estavam em enchimento.

A segunda é a dificuldade de colheita. Plantas tombadas abaixo da altura de corte da plataforma não são colhidas. Quando mais de 20% das plantas apresentam quebramento, as perdas de colheita superam 5 sacas/ha mesmo com ajuste da plataforma.

A terceira é a redução da qualidade dos grãos. Vagens em contato com o solo acumulam umidade, favorecendo fungos e germinação precoce. Grãos de plantas quebradas apresentam maior teor de ácidos graxos livres e menor qualidade industrial (Versari, 2025).

Fator de risco Perda estimada (sacas/ha) Fonte
Cancro da haste severo (Diaporthe) Até 18 sc/ha (30% da produtividade) Versari (2025)
Quebramento acima de 20% das plantas Acima de 5 sc/ha na colheita Literatura de campo
Alta densidade sem manejo de haste 22% de redução no diâmetro do colmo Yan et al. (2024)
Deficiência de potássio Redução de 18,4% no índice de resistência Gu et al. (2025)
Tabela 1. Impacto dos principais fatores de risco sobre a resistência mecânica da haste e a produtividade da soja.

Estratégias de manejo para reduzir o quebramento de hastes em soja

Escolha de cultivares com resistência ao acamamento

A escolha da cultivar é a base do manejo. O sistema brasileiro de avaliação classifica cultivares de 1 a 5 para acamamento. Notas 1 e 2 indicam plantas eretas ao longo de todo o ciclo. Em lavouras com histórico do problema, essa seleção deve ser prioridade.

Hwang e Lee (2019) mapearam QTLs (locos de características quantitativas) associados à resistência ao acamamento nos cromossomos 3, 6, 11 e 16 da soja. Esses dados fundamentam programas de melhoramento voltados para cultivares com maior resistência estrutural sem perda de produtividade.

Manejo da densidade de semeadura

Cada cultivar tem uma faixa de densidade recomendada, geralmente entre 220.000 e 380.000 plantas/ha para condições brasileiras. Ultrapassar esse limite sem razão técnica aumenta o risco de estiolamento e quebramento.

Em lavouras com histórico de acamamento, reduzir a população em 10% a 15% abaixo do limite superior da faixa recomendada reduz a competição por luz e produz plantas com colmos mais robustos.

Yan et al. (2024) demonstraram que a aplicação de uniconazol em R1 reduziu a altura de planta em 12% e aumentou o diâmetro do colmo em 8%, com impacto positivo sobre a resistência em cultivares suscetíveis em alta densidade.

Adubação com foco em potássio e boro

A correção das deficiências de potássio e boro é a intervenção nutricional com maior impacto sobre a resistência mecânica da haste.

Gu et al. (2025) determinaram que doses de K₂O entre 90 e 120 kg/ha resultaram no maior índice de resistência ao acamamento, com incremento de 11,2% no teor de lignina da parede celular do colmo.

Para o boro, teores abaixo de 0,2 mg/dm³ (extrato água quente) indicam necessidade de correção. A dose via adubação de base é de 0,5 a 1,0 kg B/ha.

A combinação boro + potássio na base apresentou resultados superiores à aplicação isolada de cada elemento em solos de Cerrado.

Manejo fitossanitário do cancro da haste e mofo branco

O manejo do cancro da haste combina tratamento de sementes, rotação de culturas e controle químico foliar. O tratamento com fungicidas estrobilurinas e triazóis reduz a transmissão via semente. Silveira (2025) registrou redução de 65% na incidência de podridão de haste por Diaporthe ueckeri nos primeiros 40 dias após a emergência com essa combinação.

O mofo branco exige aplicação de fungicidas entre R1 e R2, quando as pétalas caídas servem como substrato para os escleródios. Fluazinam, procimidona e iprodiona são eficazes nesse momento. A combinação de cultivar com resistência parcial, densidade adequada e fungicida no estádio correto reduziu a incidência em 55% a 70% (Roth et al., 2020).

A rotação com milho, sorgo ou braquiária por pelo menos uma safra reduz o inóculo de Sclerotinia no solo. Para o cancro da haste, a rotação limita o acúmulo de inóculo em restos culturais, embora Diaporthe sobreviva por dois a três anos na forma de peritécios.

Para entender melhor como os fungos necrotróficos afetam a soja, confira nosso artigo sobre biocontrole na agricultura e as estratégias de defesa disponíveis.

Bioativos estratégicos no manejo do quebramento de hastes em soja

A literatura recente documentou um conjunto de compostos bioativos capazes de atuar em múltiplos pontos do processo que determina a resistência mecânica da haste. Ácido salicílico, aminoácidos livres e compostos derivados de algas marinhas reforçam a parede celular, ativam genes de defesa e reduzem o estresse oxidativo que antecede o colapso tecidual.

Esses compostos atuam de forma preventiva. Eles preparam o tecido antes do dano, não após. E funcionam melhor quando combinados com adubação equilibrada e cultivar resistente.

Ácido salicílico: ativação da resistência sistêmica contra patógenos da haste

formação de lignina induzida pelo ácido salicílico para combater quebramento de hastes de soja.

Representação esquemática da ativação da resistência sistêmica em soja pelo ácido salicílico (AS). As moléculas de AS se movem pelo tecido vascular e induzem o espessamento da parede celular por deposição de lignina (coloração âmbar) nas células de esclerênquima. Esse mecanismo de priming reduz a velocidade de colonização por fungos necrotróficos como Diaporthe phaseolorum e Sclerotinia sclerotiorum no colmo da soja. Fonte: elaborado pelo autor com base em Modolo (2001) e Mena et al. (2023).

O ácido salicílico (AS) coordena a resposta de defesa sistêmica da soja. Sua síntese é ativada naturalmente após o reconhecimento de patógenos, mas a produção endógena nem sempre é suficiente para barrar Diaporthe e Sclerotinia quando a pressão de inóculo é alta.

Modolo (2001) demonstrou na UNICAMP que a produção de flavonoides e a atividade de óxido nítrico sintase na resposta da soja ao cancro da haste são reguladas pela via do ácido salicílico.

Cultivares resistentes ao cancro produziam AS mais rápido e em maior quantidade no colmo após inoculação. Cultivares suscetíveis respondiam tarde e com menor intensidade.

Mena et al. (2023) confirmaram em análise transcriptômica que genótipos resistentes ativavam genes da via do salicilato nas primeiras 24 horas após contato com Diaporthe caulivora, especialmente os genes que codificam PAL e as proteínas de patogenicidade (PR).

A aplicação exógena de AS via foliar em V4-V6 induz o priming de defesa: a planta responde com mais velocidade quando o patógeno chega. Isso reduz a janela de colonização fúngica no colmo e limita a progressão da necrose que culmina no quebramento de hastes em soja.

Li e Ahammed (2023) documentaram que a via do AS também regula a senescência celular precoce no tecido vascular, mantendo as células de esclerênquima íntegras por mais tempo mesmo sob colonização fúngica parcial.

Aminoácidos livres: precursores diretos da lignina

A lignina da haste de soja é sintetizada a partir da fenilalanina. Essa cascata bioquímica depende de aminoácidos disponíveis no metabolismo primário da planta. Quando o fornecimento desses precursores cai por estresse hídrico ou deficiência nutricional, a deposição de lignina na parede celular diminui.

Szparaga et al. (2018) aplicaram bioestimulante à base de algas e aminoácidos em três cultivares de soja e mediram os teores de lignina, celulose e hemicelulose nos tecidos da haste.

Corte transversal de caule de soja para evidenciar reposta ao quebramento de hastes de soja.

Corte transversal do colmo de soja evidenciando a distribuição de lignina nos feixes vasculares e no tecido de esclerênquima (coloração âmbar-marrom). A espessura da parede celular secundária é determinada pela disponibilidade de precursores aminoacídicos, especialmente fenilalanina, substrato inicial da via dos fenilpropanoides. Szparaga et al. (2018) registraram incremento no teor de lignina da haste de soja após aplicação de bioestimulante à base de aminoácidos e algas marinhas em V4 e R1.

O tratamento em V4 e R1 aumentou o conteúdo de lignina nos tecidos da haste em relação à testemunha, e o efeito foi consistente entre as três cultivares avaliadas.

Repke et al. (2022) registraram que a aplicação de 0,5 kg/ha de bioestimulante à base de aminoácidos e micronutrientes manteve a taxa fotossintética e a produção de antioxidantes enzimáticos em níveis superiores à testemunha sob déficit hídrico.

Plantas estressadas hidriçamente sintetizam menos aminoácidos aromáticos e depositam menos lignina. O fornecimento exógeno reestabelece esse fluxo.

Os aminoácidos mais relevantes para a resistência mecânica da haste são a fenilalanina (precursor direto da lignina), a prolina (osmoprotetora e constituinte de proteínas da parede celular), a metionina (doadora de grupos metil para reações de lignificação) e a glicina (componente de proteínas estruturais da parede primária).

O momento de maior impacto é V4-V6, fase de elongação ativa dos internódios basais, quando a deposição de lignina na parede celular secundária está em ritmo máximo. Uma segunda aplicação em R1-R2 complementa a estratégia.

Compostos derivados de algas marinhas: elicitores de defesa e arquitetura de planta

Extratos de Ascophyllum nodosum contêm polissacarídeos sulfatados (fucoidanas, laminarinas), betaínas, manitol, citocininas naturais e florotaninos. Cada uma dessas frações atua em processos fisiológicos distintos, com efeitos diretos sobre a resistência do colmo.

As laminarinas, polissacarídeos beta-1,3-glucanas, funcionam como elicitores da resposta imune vegetal. Aplicadas via foliar, ativam receptores de reconhecimento padrão (PRRs) da soja, desencadeando a PTI (imunidade ativada por padrões).

Essa ativação aumenta a produção de compostos fenólicos, peroxidases e calose no tecido vascular, que funcionam como barreiras à progressão de Diaporthe e Sclerotinia nas células do colmo.

Repke et al. (2022) demonstraram que o extrato de A. nodosum manteve a estabilidade das membranas celulares e a atividade de enzimas antioxidantes em soja sob estresse térmico em níveis superiores à testemunha.

Plantas com maior estabilidade de membrana resistem melhor à colonização por fungos necrotróficos, que utilizam enzimas líticas para degradar o tecido do hospedeiro.

As citocininas naturais dos extratos de algas retardam a senescência foliar e mantêm o fluxo de fotoassimilados para o colmo. Isso sustenta a síntese de celulose e hemicelulose e a disponibilidade de energia para as reações de lignificação.

Arab et al. (2023) registraram maior vigor de plântulas e uniformidade de emergência em sementes de soja pré-tratadas com extrato de A. nodosum, o que está associado a sistemas radiculares mais profundos e menor susceptibilidade ao tombamento.

Os compostos de algas também induzem a síntese de flavonoides e antocianinas no tecido do colmo. Esses compostos se depositam na parede celular, aumentando a rigidez do tecido.

A síntese de antocianinas ativa a PAL, enzima que catalisa o primeiro passo da via dos fenilpropanoides e da lignificação. Isso reforça diretamente a estrutura do colmo contra o quebramento de hastes em soja.

Protocolo integrado de aplicação dos bioativos

A eficácia dos bioativos depende da integração com adubação, escolha de cultivar e controle fitossanitário. Aplicados sem correção das deficiências nutricionais de base, o impacto é limitado. O cronograma abaixo resume o protocolo com base nas evidências disponíveis:

Estádio Composto Objetivo
V3-V5 Ácido salicílico Ativação de defesa, ativação de proteínas PR contra Diaporthe e Sclerotinia
V4-V6 Aminoácidos + extrato de algas Fornecimento de precursores da lignina e elicitação via laminarinas
R1-R2 Ácido salicílico + extrato de algas Manutenção da integridade vascular durante floração e maior risco de Sclerotinia
R3-R4 Aminoácidos Sustentação do metabolismo de defesa com haste sob máxima carga mecânica
Tabela 2. Protocolo de aplicação de bioativos estratégicos no manejo do quebramento de hastes em soja. Doses e formulações conforme orientação técnica e bula do produto utilizado.

Como monitorar e tomar decisão no campo

O monitoramento precoce define a eficácia de qualquer intervenção. Três pontos de avaliação são prioritários:

Diâmetro do colmo em V4-V6: diâmetro inferior a 5 mm no primeiro internódio em V6 indica risco elevado de quebramento. Registre essa medida em pelo menos cinco pontos representativos do talhão.

Sintomas de cancro da haste a partir de R1: lesões acastanhadas na base da haste com halo amarelado indicam colonização por Diaporthe. A identificação nesse estádio ainda permite intervenção fungicida antes da progressão para o tecido medular.

Histórico de fatores de risco combinados: quando dois ou mais fatores estão presentes simultaneamente (cultivar com nota 3 ou mais de acamamento, histórico de cancro da haste e densidade acima de 350.000 plantas/ha), a probabilidade de perdas por quebramento de hastes em soja supera 30% em anos com vento forte entre R5 e R7.

Considerações finais

O quebramento de hastes em soja é um problema multifatorial, mas prevenível. A escolha de cultivares com resistência estrutural reduz o risco na base. A adubação equilibrada com potássio e boro fornece os precursores necessários para a síntese de lignina. O manejo fitossanitário controla os patógenos que destroem o tecido vascular.

Os bioativos estratégicos, como ácido salicílico, aminoácidos e extratos de algas, completam essa estratégia ao reforçar a parede celular, ativar genes de defesa e sustentar o metabolismo da planta.

A literatura brasileira e internacional confirma que o quebramento de hastes em soja é mais controlável quando o diagnóstico é feito antes da instalação dos fatores de risco.

A integração entre análise de solo, escolha de cultivar, manejo fitossanitário e aplicação de bioativos define o nível de risco real de cada talhão. Essa análise deve fazer parte do planejamento de toda safra.

Quer aprofundar o manejo fitossanitário da soja? Confira o conteúdo completo sobre as principais doenças da soja e como manejá-las de forma integrada.

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Referências bibliográficas

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